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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

 

 

De ora em diante, haverá dois tipos de leitores da obra máxima do colombiano García Marquez. Os que a leram e apontaram a complicada árvore genealógica da família Buendía num papel (o Senhor Palomar usou a contracapa do livro) e os que caem no facilitismo oferecido pelas Publicações Dom Quixote. Com este extra, deixa de fazer sentido voltar atrás capítulos inteiros, e reler tudo, só para perceber de que Buendía se falava. O Senhor Palomar entende que a ideia é boa, e que de facto facilitará a apreensão do que ali se diz. Mas como leitor aborrecido que é, ele continua a achar que o desafio permanente de se perceber de quem se falava tinha a sua graça. Agora já não será possível.

 

A todos aqueles que ainda não leram a obra, o Senhor Palomar recomenda, claro, que o façam. Mas não olhem para a árvore genealógica oferecida. Façam a vossa. Vão ver que nascem árvores inteiras com frutos e flores dentro de vós.

 



publicado por Senhor Palomar às 00:25
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3 comentários:
De Luna a 22 de Outubro de 2009 às 08:59
Não é a primeira edição a trazê-la, já outras a traziam, como a do livro que eu li - e que não posso dizer agora que edição é, porque estamos em países diferentes, eu e o livro.
É certo que não dá tanto trabalho quanto construi-la de raiz, mas as consultas à mesma não são menos frequentes.


De luís filipe cristóvão a 22 de Outubro de 2009 às 12:54
pois, palomar , eu acho que o grande encanto deste livro está em lê-lo sem recorrer a nenhuma árvore (nem nossa, nem da editora). o grande prazer que tive a ler este livro foi o do, através do artifício de nomear personagens com nomes semelhantes), adquirir a noção de que nada muda nunca nas pessoas...
abraço!


De tchetcha a 22 de Outubro de 2009 às 12:59
E um dos maiores prazeres que este livro provoca é perder-se na história. Ter a árvore geneológica é como ter um mapa de estrada...


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