De
Kiss me a 9 de Outubro de 2009 às 09:32
O Senhor Palomar não deve nada nem a um nem a outro, pelo que pode muito bem gostar dos dois, não? (até porque um já não está entre nós e o outro é bastante provável que não se importe muito com isso, digo eu).
E o senhor Palomar também sempre me pareceu pessoa para ter os seus ídolos e ainda assim conseguir pensar diferente dos mesmos.
De
CPrice a 9 de Outubro de 2009 às 10:33
um dos .. pelo que cabem mais na preferência.
Não é grave :))
Bom fim-de-semana
De Dulce a 9 de Outubro de 2009 às 11:15
A vantagem de sermos leitores, e não amigos, dos autores é que podemos desrespeitar alegremente os seus ódios e amizades de estimação, sem complexos de culpa... já quando se é leitor E amigo, ui...
Como é que tu sabes que detesta?
Sugiro apenas que não tenha uma estante para autores latino-americanos. É mais ou menos como ter uma para autores portugueses e pôr o Saramago ao lado do Lobo Antunes. Nunca dá bom resultado.
Seja como for, pense positivo: ao menos o caso não é com a Isabel Allende.
Sugestão: ocupe melhor o seu tempo, com reflexões menos parvas, vá.
De anónimo a 9 de Outubro de 2009 às 21:41
Deixe coexistir coabitando dois sabores antagónicos; se for pessoa para aguentar essa luta sem causar danos a cada um dos oponentes.
De A Benevolente a 9 de Outubro de 2009 às 22:30
Senhor Palomar: algum dia compreendeu porque é que a D. Fermina Daza casou com o Sr. Juvenal Urbino e com ele viveu até ser velhinha?
E que esse facto não impediu o Sr. Florentino Ariza de, com ela já viúva, passar o mais belo momento de amor algum dia escrito?
Concentre-se Senhor Palomar e embriague-se.
De Luíza a 10 de Outubro de 2009 às 04:30
Eu nunca li Bolaño. Mas já sinto que devo ler.
Eu nunca gostei de Garcia Marquez. Não chego a detesta-lo. Mas o "realismo mágico" dele não me diz nada. Nem posso acreditar que ele seja o escritor que mais influenciou a literatura contemporânea. Prefiro a exatidão da palavra de Nabokov , a leveza de Calvino e a incorreção política de Roth (tinha certeza que ele não ia levar o Nobel). O Obama levou um. Tristes tempos.
Quanto aos remédios, se não se pode abandonar um vício por outro, o melhor é ficar com os dois.
De
jaa a 10 de Outubro de 2009 às 12:53
Caro senhor Palomar: quando se trata de literatura somos todos polígamos. E os autores estão cientes disso. Mais: os autores podem dar-se mal mas os livros dão-se quase sempre bem. Junte "2666" e "Cem Anos de Solidão" na estante ou na mesa de cabeceira e vai ver como coexistem hamoniosamente.
(Ainda assim, por prudência não aconselho que faça o mesmo com um Saramago e um Lobo Antunes.)
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