Este é um blogue livre de pontos de exclamação

Ilustração de Pedro Vieira
Banda sonora
últ. comentários
Não encontrou na fnac aquele seu amigo que é tacit...
Já o desfolhei.E é realmente, uma bela sugestão :)
E que tal servir três ginjinhas? Sempre estão mais...
O Senhor Palomar agradece a nota. E sabe que o con...
Caramba! - Foi às 14h48, e ainda ninguém deu por ...
mais comentados
arquivo
online

subscrever feeds
Sexta-feira, 19 de Março de 2010

O Senhor Palomar é um ingrato. Voltou, começou a garatujar umas coisas, foi postando e não avisou ninguém. Sobretudo quem importa. É um ingrato e merece ser devidamente punido com a sobranceria de todos. Por isso mesmo e sem ironias, o Senhor Palomar espera pouca atenção de ora em diante. Um tipo que desaparece durante uns tempos e se esquece do que é importante não merece ser lido, citado, linkado, muito menos visitado. Mas sejam muito bem-vindos todos aqueles que ainda por aqui passam, ao fim de tanto silêncio.



publicado por Senhor Palomar às 16:01
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Lembrança do livreiro, ilustrador, autor, dj, entre outros, Pedro Vieira. Recentemente, foi anunciado que Pedro Vieira se prepara para lançar o seu primeiro romance. Título avançado: «Última estação: Massamá». Editora ainda por revelar.

 

[philip+roth.jpg]

 

 



publicado por Senhor Palomar às 13:50
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Na verdade, até nem é assim tão pesada. É alta, mas não é pesada. É a Mónica Marques, autora do Sushi Leblon e do quente Transa Atlântica (Quetzal). Para (per)seguir aqui.

 



publicado por Senhor Palomar às 13:08
link do post | comentar | adicionar aos favoritos


O elefante que a Disney celebrou tem como base o conto "Dumbo, el elefante volador", de Helen Aberson e Harold Pearl. Agora já com 70 anos, quem diria, é lançada uma edição especial da película, por parte do gigante norte-americano. Para ler no La Vanguardia.

 

Dumbo cumple 70 años y Disney lo celebra con una edición extraordinaria en DVD y Blu-ray, que incluye escenas y canciones eliminadas, y varios documentales sobre este clásico de principios de los años 40



publicado por Senhor Palomar às 12:59
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 18 de Março de 2010

 

Novo livro do norte-americano para conhecer na Ñ.



publicado por Senhor Palomar às 13:20
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Em dois volumes, que é como quem diz em dois filmes, para fazer render o peixe. Gravações arrancam em Julho. Realização a cargo do senhor abaixo, Guillerme del Toro.

 

El cineasta mexicano, Guilliermo del Toro. | Karolina Webb



publicado por Senhor Palomar às 13:15
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

O The Economist dá algumas pistas. Ao baixo, uma representação de Lisbeth Salander, a partir da adaptação europeia da trilogia de Larsson. Relembre-se que os estúdios norte-americanos da Columbia anunciaram recentemente que irão levar ao grande ecrã uma nova adaptação dos livros.

 



publicado por Senhor Palomar às 13:13
link do post | comentar | adicionar aos favoritos


Quarta-feira, 17 de Março de 2010

 

 

Edição Fnac / Assírio Alvim, por 4 euros. Compilação dos melhores versos de 2009.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 14:52
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

 

 

Uma edição Tinta-da-China, que já publica as crónicas do outro gato, Ricardo de Araújo Pereira. É favor clicar na imagem para mais detalhes.



publicado por Senhor Palomar às 14:47
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 16 de Março de 2010

Para ler na revista Ñ.

 


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 17:18
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Um dos grandes livros de 2009, publicado pela Bertrand (capa abaixo). Recensão para ler no N.Y.Times.

 



publicado por Senhor Palomar às 17:11
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

«"To this day I have this wish – she was always religious and she converted to Catholicism. I wish she had converted to Islam. She might still be alive because of the continence of Islam, the austerity, the demands it makes on you. I just sort of helplessly think it every now and then. She would only be 56 now and she'd still be here"». Declarações proferidas em Abu Dhabi, para conferir no The Guardian.

 

Martin Amis


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 17:09
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

As cartas datam do período 1951-1993 e têm como interlocutor Michael Mitchell, um dos amigos íntimos do autor norte-americano, autor da primeira capa de À espera no centeio. Ler no El Mundo. Fica a pergunta: para quando os inéditos da arca? Para já fica a notícia de, com as cartas, terem sido divulgados 9 contos inéditos.

 

Cartas de Salinger a Mitchell, 1951-1993. | Foto: G. Haber (Morgan Library)



publicado por Senhor Palomar às 17:06
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

 Para ler no The Economist. McEwan é publicado em Portugal pela Gradiva.

 

 


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 17:03
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 15 de Março de 2010

1. Já víamos Alice a 3D, mesmo sem óculos. Só precisávamos do livro.

 

2. Com o livro nas mãos, nunca ficámos com dores de cabeça. 

 

3. Tim Burton é um génio, mas Carroll é-lhe superior. Ou dito de outra forma, desta vez Carroll leva vantagem.

 

4. Alice, de Burton, não é um big fish.

 



publicado por Senhor Palomar às 14:48
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

O José Mário Silva sabe-a toda. Sabe-a de tal forma, que seria óbvio que o Senhor Palomar não seria capaz de ler aquele post e não dar resposta. Contudo, a questão de fácil formulação, tem apenas uma resposta de contornos complexos. É a vida.

 

O Senhor Palomar anda, continuará a andar, por aí. Atento e vigilante. Apenas mais silencioso. Um dia destes, o Senhor Palomar (não sabe quando) volta ao convívio livresco e blogosférico. Novidades aproximam-se, de facto, mas não será para breve.

 

Até lá, o único desejo é que os leitores continuem a ler bons blogues. Como o do José Mário, pois claro.



publicado por Senhor Palomar às 09:36
link do post | comentar | ver comentários (4) | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

O Senhor Palomar gostaria de dizer que se regozija com a alegria dos seus amigos do FCPorto. Conseguir, finalmente, e ao fim de tanto tempo, marcar 5 golos num só jogo deve ser, para os lados das Antas, digno de um feito histórico. Para eles, mas não só para eles, um cálice.

  

 



publicado por Senhor Palomar às 10:40
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

 ponto


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 08:40
link do post | comentar | ver comentários (5) | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

 



publicado por Senhor Palomar às 08:02
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

 

Depois do alucinante "A ofensa", o segundo volume da trilogia, do escritor asturiano, dedicado ao Mal (Porto Editora). Segundo a nota enviada pela editora, «uma terrível ameaça recai sobre Promenadia, uma pacata cidade costeira. Um assassino em série, que seduz vítimas e verdugos, actores e espectadores, transforma-se na sombra da comunidade


etiquetas: ,

publicado por Senhor Palomar às 07:58
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

 

Mas ainda assim quer que A Sala Magenta, do grande Mário de Carvalho,  seja o vencedor. O anúncio do vencedor do Prémio Corrente D'Escritas será feito no dia 24 de Fevereiro.



publicado por Senhor Palomar às 11:54
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

 

Ao dar a morte anunciada (são todas) de Banville. Claramente, as notícias do escritor eram exageradas. Ficam as desculpas do Senhor Palomar e o agradecimento deste narrador ao leitor atento que chamou à atenção para o erro (entretanto corrigido).



publicado por Senhor Palomar às 11:50
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Dada a pouca actualização da plataforma, as palavras de Eduardo Coelho são exageradas. No entanto, não é por isso que o Senhor Palomar deixa de gostar de as ler. O Senhor Palomar agradece.



publicado por Senhor Palomar às 01:49
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

J.G. Ballard at home in 1987

 

JG Ballard (ao alto), Bellow, Wallace (em ascensão), Miller, Pinter, entre outros. Infelizmente, entre outros. Lista pelo The Guardian



publicado por Senhor Palomar às 22:51
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

 

 

Poemas Portugueses, Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI, organização de Jorge Reis-Sá, Rui Lage. 



publicado por Senhor Palomar às 10:12
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

Domingo, 3 de Janeiro de 2010

Raymond Carver, Eduardo Pitta, Milton Fornaro, Pablo Ramos, Hector Abad Faciolince, José Luís Peixoto, Guillermo Cabrera Infante, Roberto Bolaño, Vergílio Ferreira, Mónica Marques, Lourenço Mutarelli, António Manuel Venda, Claudio Magris, Mempo Girardinelli, José Rentes de Carvalho, Arthur Dapieve, Susan Sontag. Caramba.

 

O Senhor Palomar tem inveja do descaramento da Time Out.



publicado por Senhor Palomar às 19:02
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Um bom 2010 a todos.



publicado por Senhor Palomar às 13:09
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos

Sábado, 26 de Dezembro de 2009

Henry Miller nasceu a 26 de Dezembro de 1891, tendo falecido a 7 de Junho de 1980, em Nova Iorque. A trilogia "Sexus, Plexus, Nexus" fê-lo entrar definitivamente na História da Literatura. Mas o Senhor Palomar gostaria de deixar claro que nem toda a sua obra é sexo e suor. Há outras obras por descobrir que mostram que o autor não se limitou a descrever o erotismo (ou para alguns, a pornografia).

 

 

Quase tão famoso quanto esta trilogia, ou para outros mais famoso, é o seu relacionamento com a Anais Nin. Este relacionamento viria mesmo a dar um filme, Henry and June, com a portuguesa Maria de Medeiros, bem como o livro "Cartas a Anaïs Nin», publicado em Portugal pela Difel.

 

 
A Editorial Presença tem vindo a reeditar a obra deste autor na colecção Obras Literárias Escolhidas.
 
 
Ver mais sobre Miller aqui. Abaixo um pequeno vídeo com uma visão muito própria de Nova Iorque, pelo próprio. Imperdível.
Outros vídeos de Miller aqui.

etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 00:26
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

O Senhor Palomar passa a vida atrasado para os autocarros. Não sabe se confunde os horários, se é a existência, só por si, destas tabelas que o confunde. Isto é algo que ele nunca foi capaz de entender.

 

Este autocarro era importante. Já passou. Goze-se por isso o bacalhau, o peru e o bolo-rei; as gargalhadas dos sobrinhos, e dos filhos a haver, em redor da árvore com o presépio; os laços e o papel de embrulho que se guardam para a efeméride seguinte. Esqueçam-se os exageros, pondere-se por uma vez andar a pé, que o autocarro nunca espera. As prendas já estão todas compradas, falta só desembrulhar. E gozar o dia.

 

Um feliz natal a todos.  



publicado por Senhor Palomar às 00:27
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Obrigado, Tiago, só hoje vi. Um abraço forte.

 

Em Janeiro, o Senhor Palomar tentará voltar ao ritmo do costume.



publicado por Senhor Palomar às 23:16
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

O Senhor Palomar agradece a Eduardo Pitta a simpática referência no artigo de balanço da primeira década do século XX, publicado na LER deste mês, e no qual este blogue aparece referenciado como "literário", ao lado de colossos como Ciberescritas, Cadeirão Voltaire ou Bibliotecário de Babel.

 

Um abraço, Eduardo.



publicado por Senhor Palomar às 08:20
link do post | comentar | adicionar aos favoritos


Comemoram-se hoje 152 anos sobre o nascimento do autor de «O Coração das Trevas», (biografia do autor aqui), recentemente publicado pela Dom Quixote na colecção Biblioteca António Lobo Antunes. Ver outras obras publicadas em Portugal aqui. «Nostromo» é apontada como a obra-prima de Conrad. Ler mais sobre esta obra .


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 11:41
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

 

 

Edição Quetzal. Hoje nas livrarias.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 00:14
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Escritor é um bicho violento, já sabemos. É pouco dado a benevolências para com os seus leitores e se tiver de nos dar um estalo em cheio na cara, não hesita. Escritor é um bicho violento e não se compadece com meias medidas. Vive no extremo e é do limbo que faz o seu dinheiro para colocar o pão na mesa. Porque a verdade é que sendo eles verdadeiros abutres das circunstâncias , precisam de comer como os outros. Convém não esquecer isto, para que depois possamos todos ser um pouco mais compreensivos com algumas opções (ditas) mais fáceis.



publicado por Senhor Palomar às 10:18
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

 

 

 

30 anos de mau futebol, por João Pombeiro. O editor da LER já compilara as grandes frases políticas do pós-74. Agora fez o mesmo para o futebol. E é todo um banho de bola.



publicado por Senhor Palomar às 13:30
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Na elaboração de um livro, o autor escreve, reescreve, elimina, faz escolhas. Perde horas para encontrar uma palavra, desgasta os dias preocupado com a solução para um enigma que o livro lhe trouxe. Não descansa enquanto não tem o problema resolvido, tenta ao máximo que o original seja claro para quem o lê. Desfaz-se em palavras para que o leitor perceba que aquela era a letra que faltava.

 

Mas quantas vezes, nós leitores, conseguimos vislumbrar este esforço que só trouxe angústia ao autor? Quantas vezes o editor se preocupa com o ofício do autor se ele acha que basta colocar uma cinta, ou um autocolante, que o leitor é tão estúpido que vai ser enganado?

 

Quantas vezes?



publicado por Senhor Palomar às 13:20
link do post | comentar | ver comentários (5) | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Parece que existem mais editores que editors. Parece que para alguns autores é mais confortável ter um publisher, que compram obras a autores sem as ler. O assistente editorial que se amanhe depois a pescar as ideias no meio da salganhada de frases e parvoíces. Afinal de contas é para isso que ele está. E o publisher, nestes casos, para que serve? E o autor será um verdadeiro autor? Por ligação à publicidade, poderia dizer-se que estes redactores são copys. Embora a designação mais correcta pareça ser paste.



publicado por Senhor Palomar às 08:54
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos

Ou jogador de futebol. Um dos dois. Assim como assim, tudo anda à volta de levantar as pessoas do seu assento, onde estão confortavelmente acomodadas, e esperar pelo aplauso. 



publicado por Senhor Palomar às 08:52
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Sábado, 21 de Novembro de 2009

 

Mentir deve estar para os escritores mais ou menos da mesma forma que as bigornas de ferro fundido estão para os ferreiro-armadores. É sobre elas que moldam as ligas de metal, tal como é usando mentiras e o encapotamento que qualquer escritor que se preze avança. A verdade é um instrumento tão maleável quanto a liga de metal fundida que dá origem ao acessório que o ferreiro molda, e que mais tarde usamos para nossa inveja e necessidade. E gáudio, já agora.

 

Bolaño é um escritor de mão cheia e como tal acha que, com a verdade, pode fazer uso da ficção para nos atirar com a bigorna à cabeça, deixando-nos débeis para toda a vida.

 

Senhor Roberto Bolaño, deste lado o Senhor Palomar deixa-lhe um recado: o facto de estar morto não lhe dá o direito de nos vir assombrar.



publicado por Senhor Palomar às 22:56
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

 

Apresentação de "O Mar em Casablanca", de F.J.Viegas. Discursos preliminares a cargo de Mónica Marques e José Eduardo Agualusa.



publicado por Senhor Palomar às 09:32
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos


Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

cristinacarvalho

 

Nocturno, de seu nome, a obra será publicada pela Sextante (uma das editoras preferidas do Senhor Palomar. O lançamento é já no dia 24 de Novembro, pelas 21h30 (Ler Devagar - LX Factory).

 

Cristina Carvalho estreou-se em 1989, com a obra  “Até Já Não É Adeus. É filha do professor e poeta Rómulo de Carvalho (António Gedeão) e da escritora Natália Nunes. Publicou contos em várias revistas e jornais (Jornal de Letras, Revista Egoista, entre outros). A sua última incursão na ficção deu-se março deste ano com o romance “O Gato de Uppsala” (ver blogue), também na Sextante Editora.


etiquetas: ,

publicado por Senhor Palomar às 23:45
link do post | comentar | adicionar aos favoritos



Lista do Times. Curiosamente, nos 5 piores da década está O Código Da Vinci, de D. Brown (que também figura da primeira lista). Aqui, a escolha dos críticos daquele jornal.



publicado por Senhor Palomar às 23:25
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

 

Pistas na Ñ. Como se todos fôssemos o Grande Irmão.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 07:26
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos


Truman Capote in the living room of the Clutter ranch

 

Episódios revisitados por Ed Pilkington, no The Guardian.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 07:22
link do post | comentar | adicionar aos favoritos


Domingo, 15 de Novembro de 2009

Escritor é gente que não sabe amar sem meias medidas. Nem à vez, já agora. São conhecidas as muitas infidelidades de J. P. Sartre. «Não se pode dormir com todas as mulheres do mundo, mas esse esforço deve ser feito», disse-o Jorge Amado. É longa a lista, e é contemporânea esta realidade. Há um autor das Publicações Dom Quixote que está sempre reunido de mulheres. Como um íman, vejo-o trocar copos e sorrisos. Numa entrevista de vida, António Lobo Antunes (outro autor Publicações Dom Quixote) disse a João Céu e Silva que não tinha tido assim tantas mulheres. O interlocutor, que se dispôs a reunir numa longa entrevista o vasto percurso biobibliográfico do autor, colocou uma nota para o leitor que confirma que, na verdade, foram muitas. Não é que de facto, para o vulgar humano, não tivessem sido muitas as mulheres que António Lobo Antunes teve. Por isso nem o escritor estava a mentir, nem o comentário do interlocutor era despropositado. Cada um de nós vê o mundo com o seu olhar e todos nós temos bagagem quando embarcamos. Por isso, e porque António Lobo Antunes não parece ter um problema com a aritmética, o que ali se assistiu foi a diferença de mundo entre um vulgar homem e um (grande) escritor. Se nos comovemos com o que escrevem, é porque o fazem de forma exacerbada e única. E se há autores que precisam de uma musa, na verdade o que eles estão a dizer é que precisam de materializar numa ideia o mundo todo. Todas as mulheres. Uma por uma: as belas, altas, magras, mas também as gordas, as feias, as desajeitadas.

 

São conhecidas as aventuras amorosas de Lobo Antunes, em que mulheres lhe dão o número de telefone em caligrafia delicada, esperando que sejam uma das eleitas. Algumas, ao que parece muitas, são-no. Não será por isso à toa que muitos convidados acabaram por ser expulsos do local onde o escritor escrevia. Estavam a mais. O autor precisava de amar. Só mais um pouco. Uma amiga do Senhor Palomar fez uma vez uma pergunta ao autor de Manual dos Inquisidores numa sessão pública. A pergunta perdeu-se no vozeirio e nos silêncios da sala. Mas Lobo Antunes não a esqueceu: a ela nem à pergunta. No final, disse-lhe que gostara da pergunta. Estiveram 30 minutos a falar, só os dois. Durante aquele período, a amiga confirma-me que ele passou o tempo todo a olhá-la. Foram apenas 30 minutos da sua vida, mas volta e meia conta-me a história. Again and again. Ela conta sempre isto sem se importar, como se o olhar de António elevasse, ou pelo menos não pesasse. Talvez seja isso.

 

Claro que existe sempre o outro lado, bem como o machismo latente em cada uma das frases que o Senhor Palomar escreveu até aqui, coisa que o narrador não quer ser acusado pela Senhora Palomar. Ela sabe que não é assim, bem certo, porque já o conhece o suficiente, mas nada como colocar os pontos nos i. Claro que o outro lado o comove (não preocupa). Nem mesmo uma mulher independente e livre como Simone Beauvoir era capaz de lidar, sem sofrer com essa situação, com os muitos amores do Nobel francês. E é claro que tudo isto que foi dito nos primeiros parágrafos desculpabiliza uma série de choros e tristezas. Houve vidas decepadas e rotinas destruídas, que acabaram na caixa de urgências. Houve quem nunca mais dali saísse. Mas isso dá-se apenas porque ainda não percebemos que escritor é um bicho. É um bicho com mais ventrículos e aurículas que o vulgar homem. Escritor acha que ali caberá, sempre, todo o mundo. E o mais provável é que caiba mesmo.



publicado por Senhor Palomar às 18:36
link do post | comentar | ver comentários (7) | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

 

 

Parabéns, Luís Naves. Um abraço.



publicado por Senhor Palomar às 07:35
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Domingo, 8 de Novembro de 2009

O Senhor Palomar está longe. Tal como indicou, só muito espaçadamente pode vir à net. Hoje, deu-se um desses espaços. Ao fazer uma curta, e selecta, leitura pela blogosfera, reparou que Marodona voltou a referenciar o Senhor Palomar. O que o deixa muito preocupado.

 

O A Causa foi modificada merece ser lido. Mas o Senhor Palomar teme que tanto mono-tema leve a que os leitores fiéis e possíveis outros se afastem daquele blog. O que seria tremendamente injusto. Algo preocupado e desconcertado, o Senhor Palomar deixa um conselho ao Maradona: que siga a linha editorial do costume e deixe, de uma vez por todas, de se preocupar com o Senhor Palomar. Deseja-lhe ainda um bom domingo, dia do Senhor, e que pare de andar a cuscar o sitemeter dos outros. O Senhor Palomar lembra que também ele já passou por este escrutínio do Maradona. Dias difíceis, e de dúvida vivem-se por aqueles lados: o Maradona tem a solidariedade do Senhor Palomar.



publicado por Senhor Palomar às 12:50
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

O Senhor Palomar estará longe de computadores nos próximos dias e os acessos à net serão feitos apenas de forma muito espaçada. É pois natural que a actualização do blogue não seja a habitual. O Senhor Palomar espera que no seu regresso ainda mantenha algum leitor.



publicado por Senhor Palomar às 00:04
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

 

Obituário no Público.



publicado por Senhor Palomar às 15:31
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

- O Mundo Branco do Rapaz-Coelho, de Possidónio Cachapa. Regresso do autor de Materna Doçura, agora na Quetzal.

 

- E Então Vai Entender, de Claudio Magris. Primeiro livro do nobilizável na Quetzal.

 

- O Sítio das Coisas Selvagens, de Dave Eggers.

 

- Todas as Viúvas de Lisboa, de Alexandre Borges.

 

- A Estrela, de Vergílio Ferreira.

 

- O Livro do Homem, por João Bonifácio. Com ilustrações de Pedro Vieira.

 

- Trinta Anos de Mau Futebol, de João Pombeiro. Com ilustrações de Pedro Vieira.

 

- Salazar e os Milionários, de Pedro Castro.



publicado por Senhor Palomar às 00:17
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

O Twingly não funciona.



publicado por Senhor Palomar às 11:07
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos


 

 

Edição da Sextante.



publicado por Senhor Palomar às 11:00
link do post | comentar | adicionar aos favoritos



 

Renaudot (Quetzal) para Hubbert Haddad. Goncourt para Marie NDiaye.



publicado por Senhor Palomar às 10:29
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

 

 

Comemoram-se hoje 90 anos sobre o nascimento do autor de «Sinais do Fogo». 2009 está a ser profícuo em acontecimentos em redor deste autor: O Estado Português decidiu transladar o corpo de Sena dos EUA para Portugal, ainda este ano foi feita a doação do seu espólio à Biblioteca Nacional e em Junho deste ano a Guimarães Editores anunciou que iria reeditar toda a obra do autor (o primeiro livro sairá em Novembro).

 

Ler aqui o artigo de Fazenda Lourenço sobre Jorge de Sena.

 

O Senhor Palomar deixa ainda um pequeno texto extraído do primeiro volume de Conta-Corrente (entrada de 05 de Fevereiro de 1969), de Vergílio Ferreira, no qual este traça o perfil de um autor com o qual manteve, por vezes, uma relação de conflito: «Folheados Os Sonetos de Camões, de Jorge de Sena. Há dias ouvi-lhe uma conferência na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Sena vive no «exílio» que escolheu. Havia pois grande expectativa. Mas o resultado ficou aquém. É uma figura singular, esta, no nosso meio cultural. Poeta, dramaturgo, ficcionista, crítico, erudito de várias erudições. E todavia Jorge de Sena não tem propriamente um «vioino de Ingres». O talento alargase-lhe por todos os sectores. Vai ser difícil arrumá-lo mais tarde. Porque todos os autores se ordenam em função de algumas ideias fundamentais, mesmo o disperso Pessoa. Jorge de Sena é múltiplo por natureza. Aliás, ele próprio parece detestar as «ideias gerais» sobre qualquer assunto.» (Vergílio Ferreira, Conta-Corrente (1969-1976), 3.ª Edição, Bertrand Editora, 1982, p.13).


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 08:44
link do post | comentar | ver comentários (5) | adicionar aos favoritos

 

«Saramago opõe a laicidade à cesura entre sagrado e profano. Nada contra. O óbice releva de inadequação discursiva: «As duas irmãs ficaram grávidas, mas caim, grande especialista em erecções e ejaculações como gostosamente o confirmaria lilith, sua primeira e até agora única amante [...] a coisa simplesmente não se lhe levanta, e se não se lhe levanta a coisa, então não poderá dar-se a penetração...» Não estamos em 1885, quando A Velhice do Padre Eterno, de Guerra Junqueiro, provocou tumultos de rua. Hoje, as peculiares idiossincrasias de Saramago não incomodam ninguém. Sobretudo porque o efeito “máquina do tempo” (Caim protagoniza episódios em épocas diferentes) anula o efeito de provocação.» Ler na íntegra aqui.



publicado por Senhor Palomar às 00:43
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Atenção: este artigo do Times é essencial para todos. Mesmo para os que não gostam de comics.



publicado por Senhor Palomar às 00:39
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Numa altura em que a Tinta-da-China publica um volume de entrevistas da Paris Review, vale a pena ler o artigo de Rushdie no Times, em que este explica por que razão aquelas entrevistas são essenciais.



publicado por Senhor Palomar às 00:35
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Domingo, 1 de Novembro de 2009

«O reitor da Universidade de Évora, Jorge Araújo, garantiu hoje que, perante o actual modelo de financiamento do Ensino Superior, a instituição [Universidade de Évora] “não é economicamente sustentável” e depende, “em última instância”, da “atenção” do poder político.» A melhor parte da formação do Senhor Palomar deu-se a partir dali. E por isso o Senhor Palomar lamenta tudo o que possa estar colocar em causa a Universidade de Évora. Bela cidade: grande escola.



publicado por Senhor Palomar às 18:50
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

«Os editoriais, a partir de hoje, deixarão de ser assinados. Os editoriais expressarão o pensamento desta direcção e deste jornal sobre o mundo que procuramos descrever, compreender e analisar página a página. Não queremos doutrinar nem vender receitas. Queremos interrogar o mundo. Daremos expressão a todos os pontos de vista, mas afirmaremos os nossos. Os editoriais serão escritos pelo novo Gabinete Editorial, composto pela direcção e mais cinco jornalistas do PÚBLICO - Teresa de Sousa, Jorge Almeida Fernandes, Margarida Santos Lopes, Ricardo Garcia e Vítor Costa. Há 20 anos, quando nascemos, foi decidido que os editoriais seriam assinados com base em duas ideias: seriam mais acutilantes e comprometeriam apenas o seu autor. Hoje sabemos que essa ideia original se tornou utópica e que um editorial compromete todo o jornal - é a cara do jornal - e não pode, por isso, ser veículo da opinião de uma só pessoa. Acreditamos, também, que é possível escrever editoriais incisivos, com pontos de vista corajosos e provocadores, que questionem e mobilizem a sociedade. Os novos editoriais do PÚBLICO, são, portanto, textos de opinião do jornal como instituição. A mesma filosofia será aplicada à secção Sobe e Desce.» Ler na íntegra aqui.



publicado por Senhor Palomar às 15:10
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

 

 

O Senhor Palomar quer. Muito. [Clicar para aumentar].


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 16:18
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Faz hoje 50 anos. É muito ano a comer javali. Entretanto, e para homenagear o pai da BD portuguesa de forma mais criativa, demoliu-se a casa em que Stuart Carvalhais viveu. A Câmara Municipal não exerceu o direito de preferência. O Senhor Palomar aguarda o dia em que a edilidade venha promover um qualquer concurso com o nome do pintor.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 07:52
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos


 Stephen King's American Vampire

 

Ler no The Guardian.

 

 



publicado por Senhor Palomar às 07:01
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

 

 

Por Angelo Gonzalez.

 

A obra chegará às livrarias no próximo mês de Novembro. Recorde-se que este é o primeiro romance do autor de Materna Doçura na Quetzal. Anteriormente, Possidónio Cachapa publicara na Assírio e Alvim (o livro de estreia foi aí), mudando-se posteriormente para a Oficina do Livro.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 10:22
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos



Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Mas é péssimo com números. O Senhor Palomar agradece a atenção de tão distinto blogger, pois é pelo menos a terceira vez que refere o narrador deste blog (embora quase sempre para falar de audiências). O Senhor Palomar gosta do Maradona, o seu blogue é um bom blogue. Merece ser visto e visitado, lido de fio a pavio, relido se possível. Tem muitos visitantes, tem ainda mais visitas (convém perceber bem estes dois conceitos). Mas o Senhor Palomar não entende o porquê desta perseguição com as medições e com os tamanhos das audiências. Não que o Senhor Palomar se importe com isso, note-se. Quanto ao comentário que o Senhor Palomar parece ser a mesma coisa que o Bibliotecário de Babel, uma repetição do que já dissera antes - note-se, o Senhor Palomar agradece o cumprimento: ser comparado a José Mário Silva é para ele elogioso (embora não o seja decerto para JMS).

 

O Senhor Palomar reitera o que disse já uma vez. O Senhor Palomar não está aqui para incomodar e não quer ser uma fonte de distúrbio da ordem pública. Deseja por isso vida longa a Maradona, aos dois se possível, e espera continuar a ler aquele blogger com a sofreguidão do costume. Mais, está completamente preparado para ser olimpicamente enxovalhado por Maradona, no seu blog. Assim como assim, com as visitas que o blogue A causa foi modificada dá, pode ser que o Senhor Palomar passe a exibir um tamanho que seja mais do agrado de Maradona.



publicado por Senhor Palomar às 12:09
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

Imagens retiradas do site d' A BOLA.

 

Francamente, Jorge JesusÉ isto a que o amigo do Senhor Palomar chama equilíbrio? Ao terceiro golo festejado, o Senhor Palomar já pensava: «já chega, não vale a pena humilhar». O Senhor Palomar propõe que se substituam os olés no estádio, ontem começaram-se a ouvir aos 55 minutos, por vaias de "Calma, calma".  O Senhor Palomar conta ainda com os senhores árbitros para continuar a invalidar golos e outros truques, a que já habituaram a boa massa associativa encarnada. Dessa forma, talvez haja alguma equipa que perca só por diferença de dois, três, vá. Mas o Senhor Palomar avisa já que Jesus é um tipo nervoso...

 

Entretanto, tempo ainda para reproduzir um excerto do jornal O JOGO (estas coisas são tão raras naquele jornal que é sempre de registar): «Afinal, Jorge Jesus também falha. O treinador do Benfica tinha previsto um jogo com poucos golos, talvez para não habituar os adeptos a tanta lagosta, e acabou com mais uma goleada na Liga.»

 

PS: Agora é que o Senhor Palomar gostava de ouvir as vozes trocistas que tanto escarneceram Aimar e que acharam que o ingresso de Saviola era ridículo...



publicado por Senhor Palomar às 08:09
link do post | comentar | adicionar aos favoritos


 

«O "Público é, hoje, um jornal pior do que era quando entrou?

É diferente. [...] Temos um suplemento cultural muito mais forte.»

 

Declarações de José Manuel Fernandes ao Expresso, a poucos dias de deixar a cadeira de director do diário. Bárbara Reis, a quem o Senhor Palomar deseja as maiores felicidades, é a senhora que se segue. O Senhor Palomar espera também que um novo nome no cabeçalho do jornal seja sinal de mais cultura. E mais literatura, se possível. O Público está longe de ter um suplemento cultural mais forte do que tinha há dez anos, conforme aponta JMF. O que o Público tem é um suplemento maior para as indústrias culturais, nomeadamente para a música e para o cinema. Onde abundam as abordagens mais arrojadas, mas onde se perdeu muita da reflexão e ponderação que é necessária, exigível, a um jornal de referência. O Senhor Palomar espera que se entenda que o Ípsilon (na impossibilidade do regresso do Mil Folhas) não pode ser apenas pop, que não pode privilegiar apenas os fenómenos de massas, o trash.

 

É verdade que nem tudo é mau, e muitos números contrariam o que é dito acima (ao alto um excelente exemplo), contudo, quando um jornal augura a ser de referência, mas sobretudo nos habituou a tanto nos tempos do Mil Folhas, esperamos sempre que seja tudo bom.



publicado por Senhor Palomar às 01:11
link do post | comentar | adicionar aos favoritos


Vladimir Nabokov, 1965

 

No The Guardian, Robert McCrum discute sobre a publicação de The Original of Laura, obra póstuma de Nabokov que este pediu para nunca ser publicada. O filho fez ouvidos moucos e decidiu mesmo comercializar os direitos de publicação deste livro que, segundo a crítica, não está ao mesmo nível de outras obras do mesmo autor.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 00:01
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Imagem retirada daqui.

 

 

Parece que é hoje. Jorge Jesus prepara-se para ser notícia. Lacónico, explicou que frente ao Nacional teríamos um jogo de menos golos e mais equilíbrio. O que parece um excelente aperitivo para dizer que o Benfica não vai dar 8, nem 5, nem 6. O Senhor Palomar acha bem. Chega de tanto golo, senhor Jorge Jesus. O Senhor Palomar anda sem assunto para falar em redor do futebol, desde que o seu amigo (amigo do Senhor Palomar, entenda-se) decidiu trucidar quem se insurge na sua frente. Menos raiva, se faz favor. Está bem, teve graça ao início. 8 ao Setúbal, 6 já não sabemos a quem, 5 ao Everton. Tem graça, muita graça, se for uma coisa espaçada no tempo. Todos os dias, cansa. Dá cabo das cordas vocais. No dia seguinte, não se consegue cantar no banho. E depois são imperiais e minuins a mais. Mais, o bom benfiquista não está habituado a tanta alegria. Ainda se zanga com a mulher e acha que dormir com a Águia Vitória será um prato tão interessante quanto ir ao estádio e voltar a ver as Axe Dancers, que este ano foram barbaramente substituídas por um Quimbé que usa pontos de exclamações a mais (to say the least).

 

O Senhor Palomar já não se recorda da última vez que falou aqui de futebol. E fá-lo já por antecipação, porque teme que logo à noite não o possa fazer. Tem pouco interesse vir aqui enxovalhar os adversários. É que alguns são amigos. Não tem graça ver o grande Francisco José Viegas escrever isto. O que o Senhor Palomar quer ver é provocações. É vê-lo falar da progressiva cidade da Trofa numa jornada, para na outra volta sentir que pela boca morre o peixe. Ânimo, Francisco. Ainda não concretizámos aquele almoço, e a continuar assim, que sentido fará o Senhor Palomar convidá-lo  a sentar-se, lado a lado, na Luz ou no Dragão (o amigo escolhe)?

 

Jorge Jesus tirou a 6 milhões de portugueses a hipótese de se queixarem. E toda a gente sabe o quanto o português, logo benfiquista, gosta de se lamentar. Aliás, não é à toa que o Estádio da Luz tem tanto betão à vista. Jorge Jesus arquitectou uma equipa que marcou, só para o campeonato, 24 golos em 7 jornadas. Dá mais de três por jogo, proeza que não é para todos, conforme o leitor informado sabe. Hoje, fala-se em contenção: o que será bom para pelo menos melhor compreender o léxico do treinador de todos os portugueses. Quanto será que vale a contenção de Jorge Jesus?

 



publicado por Senhor Palomar às 07:23
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

A 23 de Março de 1820, o Times assinalava a morte de Keats: At Rome, on the 23rd of Feb., of a decline, John Keats, the poet, aged 25. Não tendo sido decerto intencional, bonito, o "the poet". Talvez com o lançamento do biopic em torno da sua vida, Keats consiga um pouco mais do que 52 caracteres, 9 deles para o nome do poeta, 6 para a cidade onde tudo se deu, 13 para a data, 10 para a causa, 6 para a idade, apenas 7 para a ocupação.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 07:16
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Arnold Schwarzenegger in the film conan the barbarian.from:

 

A Penguin acaba de publicar um volume com algumas das suas stories (cuja leitura vai para o pote). Mas entretanto vale a pena ler o artigo do Times que apresenta o autor que se considerava “a failure among failures”. Não admira que tenha posto fim à vida aos 30.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 07:11
link do post | comentar | adicionar aos favoritos


Vanessa Rato já tinha a entrevista com Gabriela Canavilhas marcada. Entretanto, chegou o anúncio que dava conta que a pianista fora indigitada como Ministra da Cultura. Mantiveram a conversa, claro, e o resultado está hoje no P2. E aqui. Como diz a jornalista, para ler nas entrelinhas.



publicado por Senhor Palomar às 06:47
link do post | comentar | adicionar aos favoritos


Vale a pena ver o vídeo, alojado no website do Expresso, que reúne numa mesma sala Tolentino Mendonça e José Saramago. O tema já saberão qual é. Para variar, Saramago teve um interlocutor à altura. Tolentino escusava de ter interrompido tanto o Nobel; mas o essencial foi dito.



publicado por Senhor Palomar às 01:34
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

«Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito. Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. Mas, se há desculpa para Saramago, não há desculpa para o país, que se resolveu escandalizar inutilmente com meia dúzia de patetices.» Ler na íntegra no Público.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 00:57
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

 

 

Roberto Bolaño (Quetzal) tira 23 000 exemplares. Caim (LeYa-Caminho) aproxima-se de esgotar os 50 000 da tiragem inicial. As pré-vendas de Asterix (LeYa-Asa) na Fnac superaram as expectativas. Na sexta-feira, a Porto Editora orgulhava-se de, em comunicado, afirmar que o livro livro que mais vende neste momento em Portugal é A Cabana (poderia ser o novo dicionário do Acordo, mas não: é A Cabana). No sábado, foi lançado o novo livro de Rodrigues dos Santos, Fúria Divina (Gradiva).  Lá para o final do mês, chega Dan Brown (Bertrand) e o seu símbolo perdido.

 

O mercado, que é sempre uma entidade inominável, anima-se de cada vez que chegam notícias deste tipo. Mas não será menos verdade que este fogo-de-vista esconde uma realidade editorial que está longe de ser a descrita acima. A esmagadora maioria das editoras não tem best-sellers que lhes valham, nem sequer conseguem colocar os seus livros no ponto de venda com destaque e, muitas, arriscam-se a desaparecer. Esta é uma verdade de La Palice, mas não é por causa de o ser que deve deixar de nos preocupar.



publicado por Senhor Palomar às 00:54
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Domingo, 25 de Outubro de 2009

O Diário de Notícias publica hoje uma entrevista ao Nobel português, conduzida por João Céu e Silva. Recorde-se que este jornalista tem publicado pela Porto Editora o volume "Uma longa viagem com José Saramago", no qual este reproduz (com pouca aparente edição) uma extensa conversa mantida com o escritor. A entrevista não adianta muito ao que já foi dito, sendo apenas interessante verificar de que forma se relacionava José Saramago com a religião em criança. Ao Senhor Palomar, por outro lado, continua a agradar a forma que João Céu e Silva tem de fazer perguntas em forma de afirmação e... com pontos de exclamação:

 

«Ia à missa quando era criança?

Levaram-me duas vezes e não gostei. Tinha sete anos e aquilo pareceu-me incompreensível. Nós morávamos na Rua Fernão Lopes, numas águas--furtadas de um prédio, em Lisboa, de cinco andares que já não existe, que era o lugar onde a arraia-miúda morava porque os mais abastados ficavam com os apartamentos mais baixos. Houve alguém de uma família muito católica que perguntou à minha mãe se ela não se importava que me levassem à missa. E à minha mãe, que tanto fazia, disse: "Pois sim, levem.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 13:49
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Sábado, 24 de Outubro de 2009

Não apenas em Novembro.



publicado por Senhor Palomar às 11:53
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

El pecado de Onán, en las viñetas de la Biblia de Crumb

El sacrificio de Isaac, trazado por Crump

 

Crumb lleva la Biblia al lenguaje gráfico del cómic underground

 

Crumb lleva la Biblia al lenguaje gráfico del cómic underground

Nos EUA, acaba de ser lançada uma novela gráfica do livro dos livros, da autoria de Robert Crumb. Desenvolvimento no La Vanguardía.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 11:47
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

«É com prazer que a Porto Editora anuncia que o livro mais vendido em Portugal, neste momento, é A Cabana, obra cujo tema central é a bondade de Deus (www.acabana.pt).» Retirado de um press release da Porto Editora.

 

É cinismo do Senhor Palomar, ou o aproveitamento da polémica Saramago-Caim está a ir longe de mais?



publicado por Senhor Palomar às 18:47
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos

 

Quem não lê é como quem nao vê

Vá lá, pega num livro e desliga a TV

Confessa lá, tu agora até te sentes mal

Por só leres as legendas e os títulos do jornal


Quem não lê é como quem nao vê

E diz-me afinal o que é melhor que ler

Talvez comer, talvez beber, talvez.... mas afinal

Leitura dá-te alimento intelectual


Quem não lê é como quem não vê

Vá lá, num instante à tua estante e pega no Dante

Mas se o Inferno te der vontade de fugir, ai ai

Pega na Bíblia, pode ser que escapes de lá ir


Quem não lê é como quem não vê

Junta a proza à gazoza, mistura ainda um sofá, deixa marinar

E uma tarde bem passada é o que dá


O Pessoa pode te tornar outra pessoa

Pois a poesia portuguesa tem tanta coisa boa


O Saramago é bom, mas não te dá a salvação


Quem tem medo do Lobo Antunes, devia ter temor a Deus (repete à exaustão)



publicado por Senhor Palomar às 17:46
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

É de leitura obrigatória o texto de Alexandra Lucas Coelho publicado hoje no Ípsilon, que pode ser lido aqui. António Lobo Antunes e a nova casa. António Lobo Antunes no Conde Redondo. António Lobo Antunes e os cigarros SG. António Lobo Antunes e os russos. António Lobo Antunes. António António António.



publicado por Senhor Palomar às 16:20
link do post | comentar | ver comentários (5) | adicionar aos favoritos

«Não sei o que o futuro pensará de mim. Sempre me imaginei uma criança a brincar na praia, que às vezes encontra um seixo mais polido, uma conchinha mais bonita, enquanto o grande oceano da verdade permanece intacto à minha frente”»Durante a apresentação do novo livro, ontem.


etiquetas:

publicado por Senhor Palomar às 13:46
link do post | comentar | adicionar aos favoritos


pesquisar
 
posts recentes

Pedido sincero de desculp...

Supõe-se que não serão co...

Não é só o Dumbo que faz ...

Albergue espanhol faz con...

O melhor blog de língua p...

ligações
etiquetas

agradecimentos e referências ao sr. palo(76)

alêtheia(2)

angelus novus(3)

antígona(5)

assírio e alvim(9)

autores(508)

bertrand(7)

bibliotecas(5)

campo das letras(2)

casa das letras(2)

contraponto(1)

da literatura e de outras artes(58)

desaparecimentos(3)

design editorial(2)

divulgação(49)

e agora para algo completamente diferent(9)

edições 70(4)

edições nélson de matos(1)

editorial presença(8)

efemérides(2)

escritor é um bicho violento(6)

estado(1)

eventos(7)

fixações listas tops e directórios do sr(80)

gradiva(3)

guerra e paz(2)

guimarães editores(5)

histórias do livro(53)

leya asa(2)

leya caminho(11)

leya lua de papel(3)

leya oceanos(8)

leya publicações dom quixote(35)

leya teorema(11)

livreiros e livrarias(2)

livro de reclamações(1)

livro electrónico e outros gadgets(10)

livros(188)

manifestos(6)

nova vega(1)

o esplendor de portugal(1)

o senhor palomar agradece(8)

o senhor palomar ainda vai à bancarrota(1)

o senhor palomar confessa-se(34)

o senhor palomar dialoga(2)

o senhor palomar é falível e erra(3)

o senhor palomar entrevista(1)

o senhor palomar está ao serviço da comu(2)

o senhor palomar faz serviço público(1)

o senhor palomar não gosta de dar estas(1)

o senhor palomar recomenda(24)

o senhor palomar reflecte(1)

o senhor palomar responde(1)

o senhor palomar tem dúvidas(16)

o senhor palomar vai a votos(1)

oficina do livro(2)

penguin(1)

planeta(1)

polémicas(54)

porto editora(14)

prémios e distinções(29)

profissionais da edição(9)

quetzal editores(26)

quidnovi(1)

recensão literária(57)

relógio d'água(6)

revistas imprensa magazines(13)

saída de emergência(1)

sextante editora(1)

teatro(2)

tendências e géneros(14)

tinta-da-china(7)

todas as tags